jun 062014
 

 

O modelo de Outsourcing no desenvolvimento e manutenção de software é uma realidade em inúmeras corporações, dos mais diversos portes.
Sem entrar no mérito de se existe uma tendência de Outsourcing ou de Insourcing, e sem entrar no mérito de qual abordagem é a melhor, o que este post apresenta é uma avaliação da importância do trabalho de QA (Quality Assurance / Garantia de Qualidade) como forma de assegurar o investimento de quem contrata (cliente), bem como para nortear o fornecedor (ex: fábrica de software) sobre como – e em qual medida – os produtos de trabalho devem atender aos padrões de qualidade estabelecidos.
 
Muitas vezes, quando se fala de Garantia de Qualidade, imediatamente vem à mente a figura de uma área de Testes, que incessantemente elabora Planos de Testes e executa centenas/milhares de Casos de Teste (ou até mais), na busca de identificar falhas no produto de software.
Porém a Garantia de Qualidade (ou simplesmente ‘QA‘) trata de aspectos muito mais amplos e valiosos quando é realizada na ótica de aferir o Processo de Software, bem como os Produtos intermediários, elaborados durante atividades de Levantamento de Requisitos, Análise & Design, entre outras disciplinas.
QA, neste sentido mais amplo, trabalha sob a premissa de que a partir da verificação e aprimoramento da qualidade dos produtos intermediários seja possível aferir a qualidade do processo e, consequentemente, sejam produzidos produtos de software mais precisos e com menos erros (seguindo a linha de raciocínio do antigo ditado que versa que “melhor do que limpar é não sujar”).
Fato que reside aqui uma questão até certo ponto “filosófica”, porque as atividades de QA, excetuando-se aquelas de Testes propriamente ditas em estágios de verificação do software construído (ex: Unitários, Integração, Sistema, Aceite, entre outros), são muito menos visíveis, são mais abstratas e consequentemente, de mais difícil “comprovação” de retorno de investimento (ROI); porém isto ocorre porque é literalmente impossível mensurar, por exemplo, o tamanho do impacto de um “bug” evitado em razão, por exemplo, de uma atividade de QA que tenha identificado um Requisito que estava escrito de forma ambígua, que poderia gerar entendimento incorreto por parte de um desenvolvedor e consequentemente levaria a um bug no produto.
Comparativamente, as atividades de Testes geram evidências “tangíveis”, porém de espectro mais limitado; ao passo que as atividades de QA com foco no processo e nos produtos “intermediários” geram evidências menos tangíveis porém de espectro muito mais amplo!
Fica claro a esta altura, inclusive, que para enxergar o valor que um QA nestes moldes agrega, é necessário que a Organização (ou a equipe de desenvolvimento) tenha um nível de maturidade bom OU esteja realmente comprometida com a melhoria do processo, caso contrário, o que não faltarão serão pessoas para afirmar – erroneamente – que “QA não agrega valor”, “é burocracia”, ou algo semelhante.
O QA é importante, também, para assegurar aos membros do time que os produtos de trabalho elaborados (artefatos, diagramas, planos, especificações) atendem a boas práticas da Engenharia de Software, bem como ao processo de desenvolvimento de software (ou metodologia) do Cliente, o que é particularmente crucial quando se trabalha no formato de Outsourcing.
O que o QA não cobre, todavia, é a aderência do conteúdo dos produtos de trabalho às necessidades de negócio, mas isto é assunto para um outro post onde falaremos mais da importância do envolvimento do Cliente na especificação e consequente validação dos produtos de trabalho e do produto final.
A OAT Solutions está pronta para atender aos clientes que desejem capacitar equipes para realizar atividades de Garantia de Qualidade (Quality Assurance), bem como para prestar este serviço através de diferentes modalidades de contratação.
Saiba mais sobre a atuação da OAT Solutions aqui e entre em contato conosco, pois será um prazer demonstrar nosso modelo de trabalho!

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